quarta-feira, 7 de julho de 2010

LA LINDA TORRONTÉS 2008 – ARGENTINA


Bodega Luigi Bosca, família Arizu;
14% teor alcoólico, -R$ 30...50 R$-
Prova: 07.05.2010

INTRÓITO: Em pleno outono folhas e folhas a cair. Em pleno outono aromas se desprendem de uma casta que não quer ser apenas mais uma casta. Torrontés argentino em pleno outono a propagar brisas florais. Talvez a desprender sentimentos outros através dos caminhos de uma vida vínica. Uma Argentina a eclodir-se em pleno nordeste brasileiro. Brasil e Argentina juntos, a esquecer que em breve serão só futebol. É pêssego!
Obs.: Este texto do intróito foi escrito no mês de maio. Portanto, bem antes da partida inicial da Copa do Mundo de 2010. Para Brasil e Argentina resta apenas observar o desempenho da Holanda, do Uruguai, da Alemanha e da Espanha nas semifinais e na finalíssima.

COPO/COR: Amarelo palha translúcido. Formação de uma cortina vínica na parede da taça (bem, acho que quis dizer: “boas lágrimas de um bom vinho”). Bom? Bota bom nisso!!!

AROMAS: Suave madeira a iniciar como grande anfitriã ante a chegada gradual de outros aromas. Presença floral nítida e impressionante. Que flora é esta? Pêssegos? Mordida de maçã a invadir os dentes? Que amazônica flora é esta?

INTERMEZZO: Tá de saco cheio de ler este blog?! Acesse a “Roda dos aromas” da Luigi Bosca. É divertido e instrutivo. Bem... o editor do Atlan Vitis brincou pouco, foi escrever esta postagem.

BOCA: Instigado e delicado. Demonstra equilíbrio e aguda sapiência típica dos bons brancos. Não maciez. Há delicatesse. Firme delicatesse. Excelente acidez em equilíbrio.

PÓS-BOCA: Média persistência e continua insistência de bem querer, sendo benquisto em boca e pós-boca. Zero vírgula alguma coisa de adstringência.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Talvez um álcool querendo ser enjoativo e nada mais. Pois, de resto, é tudo o que está aqui nesta postagem, nesta ficha Atlan Vitis relatado. Um vinho gastronômico pelo que apresenta em aroma, boca e pós-boca. Na Instância Atlan Vitis, no setor de adegas flutuantes, já está reservado umas dezenas deste La Linda Torrontés.

Em tempo: Encontrei uma certeira e fiel constatação no contra-rótulo: “Excelente equilíbrio entre frutas e flores”.

PPN: 87...92

quinta-feira, 1 de julho de 2010

GLEN CARLOU TORTOISE HILL WHITE 2007 – AFRICA DO SUL #cbe

Africa do Sul
Produtor: Glen Carlou, região de Paarl Valley
Sauvignon Blanc, Viogner e Chardonnay
13% teor alcoólico, -R$ 30...50 R$-
Prova: 25 de junho de 2010

44º Vinho para a CBE

INTRÓITO: A escolha deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - do Luis Sérgio VitisVinifera - foi para o vinho da copa casta Sauvignon Blanc. Na ausência impossibilidade do Atlan Vitis em tê-lo partimos para um outro. E foi como intróito para o jogo Brasil x Portugal em partida válida pela terceira rodada do grupo G neste mundial na África do Sul.

COPO/COR: Límpido, brilhante e com lágrimas a gingar sem pedaladas na arena da taça. Cor esverdeada bem clara.

AROMAS: Cítrico moderado com cara de que era um cítrico exuberante quando no ano de seu lançamento. Toques florais e minerais já difíceis de captação.

INTERMEZZO: A distribuição das castas com a Sauvignon Blanc como base segue a seguinte percentagem: S.Blanc (77%), Viogner (12,7%) e uns 3% de Chardonnay;

BOCA: Excelente frescor e com boa personalidade ante o seu equilíbrio. Corresponde ao cítrico aromático enfatizando ainda mais sua discreta acidez.

PÓS-BOCA: Excelente lembrança aromática mesmo sem ter potência.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Boa lembrança. Bem melhor do que o zero a zero do jogo Brasil x Portugal pela Copa do Mundo de Futebol 2010 na África do Sul. Só gostaria de prová-lo numa edição mais recente. Melhor: provar um deste recém lançado, direto da vinícola. Recém posto ao mundo.

Em tempo: Este vinho entrou em promoção nas lojas Grand Cru.

PPN: 84...89

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CASA PERINI MERLOT 2008 - BRASIL

Produtor: Casa Perini, Vale Trentino, Farroupilha/RS, Brasil
12% teor alcoólico, -R$ 15...20 R$-
Prova: 16 e 17 de maio de 2010.

INTRÓITO: O Mirante 1101 do Parque do Itatiaia no Município de Parnamirim, fronteira confusa com Natal/RN, foi palco mais uma vez para a prova de um vinho Tupiniquim. Desta vez um vinho fácil de encontrar nos supermercados da Grande Natal. Um vinho que, pelo rótulo e marketing do olhar, oferece-nos informações que aguçam a vontade de experimentá-lo, mesmo se tratando de um vinho nacional sem maiores repercussões. Eis o que foi anotado após dois dias de prova:

COPO/COR: Vermelho tinto jovem. Uma bonita cor.

AROMAS: No contra-rótulo encontraremos a afirmação deste vinho possuir lembranças de: especiarias, frutas maduras e algumas notas de café e baunilha. No primeiro dia, o Atlan Vitis só foi atiçado pela lembrança clara de claras de ovos (por certo por causa de algum processo de clarificação do vinho!). Em algum momento foi perceptível frutas vermelhas maduras... frutinhas. Já no dia seguinte, com o mesmo vinho, só que com a temperatura bem mais baixa, teve a ocorrência de um leve carvalho e talvez alguma fruta verde intromissora nos aromas. Seria alguma uva verde/branca sem querer?! Kiwi? Especiarias ao álcool.

INTERMEZZO: Nos supermercados encontramos uma promoção: dois deste Perini mais um abridor propaganda da vinicola e um corta gotas. Gostei do corta gotas.

BOCA: Gostoso, gostosinho. Mostrou-se até equilibrado ou com certo equilíbrio demasiado que gera-nos um anti-equilibrio. Desconfiança mesmo. Ainda assim mostrou-se moderado em taninos em ambos os dias de prova.

PÓS-BOCA: Mediana persistência. Mas confesso que no primeiro dia cheguei a pensar interrogativamente: “Existe pós-boca, retrogosto, neste Merlot 2008?”

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: No primeiro dia poderia ter sido um desastre se o vinho estivesse desequilibrado e inundado com as claras de ovos. Passou... e o jantar maravilhoso da Chef Nanda cobriu os defeitos de um vinho inadequado para a ocasião. Já no segundo dia senti que a madeira cobriu a Merlot farroupilhana esperada e nada mais. Por favor, ao provarem este vinho – e recomendo, apesar das claras evidências de não ser um vinhaço – não se esqueçam de servi-lo um pouco abaixo da temperatura recomendada. Fiquei com a impressão de que ele se comporta melhor na casa dos 15 graus Celsius. Será?! Agora é com vocês...

Em tempo: Experimentei também, semanas depois, o Cabernet Sauvignon desta mesma linha da Casa Perini. Infelizmente (ou não!) nada registrei em minha caderneta de provas. Ao menos não me lembro das claras. Gostaria de provar outras safras, acima de 2008.

PPN: 72...77

terça-feira, 29 de junho de 2010

ARGENTO VINTAGE 2007 MERLOT, Argentina



ARGENTO VINTAGE 2007 MERLOT, Argentina
Produtor: Bodegas Esmeralda, Junin, Mendonza, Argentina
13% teor alcoólico, -R$ 10...20 R$-
Prova: 01.06.2010

INTRÓITO: Vou logo dizendo duas coisas: Primeiro que é um bom vinho e recomendo para o dia a dia. E a segunda coisa é: não se espantem com supracitada Uva Isabel nesta postagem. É vero e está registrado.

COPO/COR: Vermelho próximo do vermelho escuro com característica de vermelho envelhecido. Não tão envelhecido, conforme se constata no halo em seu desenho degrade suave e bem delineado.

AROMAS: De uva Isabel. É vero! Mesmo na temperatura certa o álcool tenta incomodar. Incomodo mesmo só na primeira taça, depois muita fruta vermelha e... uva Isabel, de novo! Leve madeira. Uva Red Globe também. Poucos aromas. Muito cheiro de Uva Isabel. Uvas maduras demais. Uva Isabel.

INTERMEZZO: O Atlan Vitis já provou um excelente branco da Argento, espia só ;

BOCA: Boa presença de taninos mesmo com a evidência transbordante de uva vitis lambrusca americana brasileira Isabel. E que ótimo! Não tem grandes e ininterruptas lembranças aromáticas em boca desta tal de uva Isabel.

PÓS-BOCA: Discreto e sem uma linha de tempo definida.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Qual outra impressão poderia ter a não ser a de guardar na memória e nos sentidos do agora da prova esta tal de uva Isabel? A de que é também um bom vinho? Sim. E está dito.

Em tempo: Ah! Espetacular!!! Foi harmonizado num jantar de Rondelle de tomate seco com queijo parmesão e molho tarantela. Sob a batuta da Chef Nanda em acompanhamento orquestral dos filhos filhotes. Espetacular!!!

PPN: 78...87

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PANORAMAS DE VINHOS NO MUNDO - JULHO DE 2010 - NATAL/RN



Terminada a Copa 2010 no dia 11 de julho, imediatamente Natal, capital do RN, será sede de uma grande confraternização planetária: O Curso Panorama de Vinhos no Mundo.

Vejamos mais detalhes:

O Curso Panorama de Vinhos no Mundo, que terá Dr. Júlio Anselmo como palestrante, será dividido em três módulos.

No primeiro deles serão abordados vinhos brancos e tintos da Argentina, Chile, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul;

No segundo módulo, os vinhos abordados serão brancos e tintos da França, Portugal, Espanha e Itália;

No terceiro módulo serão comentados cavas, espumantes, champagnes, além de vinhos de sobremesa e vinho do Porto.

Os vinhos que serão utilizados no Curso, serão das Importadoras Gran Cru, Decanter, Garrafeira Lusa e Cava de Vinhos.
Acredito que ainda há vagas. Poucas. Mas que tem, tem.

11º Vinho: VIU MANENT MALBEC ROSÉ 2008, CHILE


Vinho da Viu Manent Estate Collection Malbec Rosé
Produtor: Viu Manent, Valle Colchagua, Chile
13,5% teor alcoólico, -R$ 45...55 R$-
Prova: 13.05.2010 – Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: A força deste rosé foi posta à prova numa harmonização quente. Espetacular combinação que não resultou num combinado casado perfeito. Espetacular combinação segundo os princípios do contraste. Analisemos...

COPO/COR: Um rosé lembrando dindin de groselha. De repente alguém citou: lembrança de Sanarina. Sanarina, enxaguante bucal? Sério? Existiu isso? Ainda bem que era apenas a referencia para a cor. Anotei e agora repasso para esta postagem, mas... deveria?! Estranho... sou mais lembrar de um rosé rosto de neném corado a rir de um aparente nada adulto...

AROMAS: Mousse de maracujá, confitado de frutas vermelhas, doce de goiaba e até de cocada de maracujá.

INTERMEZZO: Como era um jantar mais de confraternização para o fim do curso do que com preocupações precisas para as harmonizações sugeridas, o humor foi a tônica do desbravar deste vinho. Ainda assim, o Atlan Vitis concentrou-se e realmente captou muito do que aqui está descrito.

BOCA: Equilibrado e refrescante. Leve e com agradáveis pontadas dos taninos ou do que de sutil apresentou este rosé.

PÓS-BOCA: Boa persistência em concomitância com uma bela estrutura.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Duas grande impressões. A primeira a qualidade deste Rosé ante o preço. Vale a pena tê-lo. Vale mesmo. E em segundo, o inusitado contraste que favoreceu a uma experiência única. Tai um contraste que dá certo. Romário e Bebeto na Copa de 1994, o baixinho marrento e o esguio e ágil – não tão alto – descontraído baiano brasileiro. E quem sabe, Luis Fabiano e Robinho – um pivô e um serelepe moleque a pedalar em 2010 rumo ao Hexa. Pontas de contrastes para um bem comum. Tal qual este vinho com o que foi harmonizado no “Segundo Prato” do Jantar de Harmonização do Curso “O Vinho em 4 Momentos”.

Em tempo: Foi harmonizado – ou insinuado – com um excelente “Consomé de Tomates Frescos” com crocantes torradinhas preparadas com provolone. Tudo muito bom.

PPN: 80...88

quinta-feira, 24 de junho de 2010

10º Vinho: CEPAS NOBLES SAUVIGNON BLANC 2009 - URUGUAI



10º Vinho: CEPAS NOBLES SAUVIGNON BLANC 2009 - URUGUAI
Produtor: Juan Carrau – Cerro Chapéu – Uruguay
13,5% teor alcoólico, - R$ 35...45 R$ -
Prova: 13.05.2010 – Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: Um feliz vinho branco para a abertura da noite final do curso. Apresentou-se lado a lado com uma “Entrada” em digna boa harmonização. Um vinho que faz jus ao seu nome “Cepas Nobles”, sendo também uma nobre escolha para momentos à capela ou em refeições como a servida neste curso.

COPO/COR: Jovem amarelo claríssimo, límpido e brilhante. Jovem.

AROMAS: Cítricos potentes. Teria abacaxi? Suco de laranja? Abacaxi bem maduro certamente.

INTERMEZZO: Foi harmonizado com uma “Entrada” sutil e de um verde muito vivo: Salada de Folhas com Queijo de Cabra.

BOCA: Acidez equilibrada, lembrança de vinho verde – segundo o enófilo Marcelo Chianca. Algo herbáceo bem discreto.

PÓS-BOCA: Conquistador e de agradável persistência. Implora por repetir a experiência de mantê-lo em boca.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Boas lembranças. O Atlan Vitis virou fã deste. Combina muito bem com o clima daqui de Natal, nordeste do Brasil. Como é muito bom, talvez combine com qualquer clima mundão afora. Comparando com o outro uruguaio da primeira noite deste curso – espia só – este 2009 tem uma potência a mais que encanta até aos desencantados com vinhos brancos. É merecedor do PPN posto abaixo. A quem já o provou, o que acham, concordam?

Em tempo: Segundo informações do contra-rótulo, os cuidados para manter a qualidade aromática foram rigorosos. Casta manuseada, ou melhor, minimamente manipulada para evitar a oxidação de seus aromas típicos.

PPN: 85...90