sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ATLAN VITIS EM REFORMULAÇÃO...

Caros,
estou reformulando mentalmente - e espiritualmente - este Atlan Vitis.
Peço perdão por ter cerca de 30 postagens prontas e ainda não divulgá-las.
No entanto, após este meu hibernar, poderemos voltar ao nosso virtual diálogo que ultrapassa as benesses do social pelas nebulosas saudáveis do mundo do vinho.
do editor do Atlan Vitis...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VERTICAL SALENTEIN: MERLOT 1999, Argentina



VERTICAL SALENTEIN: MERLOT 1999, Argentina
SALENTEIN 100% Merlot, Mendonza,
Alto Valle de Uco, Argentina
14,5% teor alcoólico, -R$ ... R$-
Prova: 17.06.2010, na Magazino

Intróito: A capital do Rio Grande do Norte, Natal, foi palco para a realização de uma Vertical com vinhos das Bodegas Salentein no mês de junho. A degustação, promovida pela Magazino, foi ministrada pelo enófilo Marcelo Chianca, expoente mor desta loja. O Atlan Vitis pôde conferir e se entusiasmar com esta inédita vertical. Vamos a este primeiro vinho.

COPO/COR: Vermelho mesclado ao rubi com uma surpreendente parca evidência de evolução para um vinho ano 1999. Há, sutilmente, as cores típicas de um vinho mais velho, discreto, sem reflexos e brilhos maiores.

AROMAS: Ao servir da taça reinava absoluto o álcool. Bom sinal?! Vejamos... pois logo veio o descanso em taça e...Espetacular!!! Chocolate Amargo, baunilha e uma madeira equilibrada com nuances para o café. Um intróito aromático apetitoso. Um convite imediato para direcioná-lo à boca.

Intermezzo: Os vinhos apresentados nesta vertical Merlot Salentein não sofreram em nenhum momento, como bem atestamos nas degustações. Foram vinhos que tiveram o privilégio necessário nos cuidados com transporte, guarda e serviço correto. Congratulações à Magazino por ser um dos responsáveis por este feito.

BOCA: Frutado. Potente quando o álcool dava o seu ar da graça. Depois, ainda potente, porém, com elegância. Equilíbrio decano.

PÓS-BOCA: De inicio, com o Atlan Vitis afoito com este 1999, o álcool conduziu à sensação de desequilíbrio no retrogosto. Contudo, após merecido descanso em taça, tivemos um final de persistência moderada. A acentuação alcoólica já não era o mote principal. Ainda assim era o fio condutor de uma boa sensação vínica em boca e pós-boca. A transubstanciação de um vinho respeitadíssimo.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Surpreendente vinho. Custo um pouco para dar o seu ar da graça e contar-nos sua história. Mas essa relação de tempo e espera ficou totalmente descartada ante o espetacular convite aromático exalado de um vinho oriundo de um século findo, de uma década vizinha e de um milênio que ficou para trás. Um vinho a ser respeitado. e existem duas únicas formas de melhor preservar este respeito a este Salentein 1999: tratando-o com os devidos cuidados no transporte e na guarda adequada e, principalmente, tomando-o hoje.

Em tempo: Sempre é tempo de verticais!!!

PPN: 84...90

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

45º VINHO da C.B.E - Confraria Brasileira de Enoblogs; #cbe

Confrades e demais leitores do blog Atlan Vitis,
segue abaixo a lista e seus links das postagens do vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs:

Vinho do mês: Cabernet Franc Nacional

Basta clicar nestes:

Atlan Vitis

Levinaublog

Falando de Vinhos

Azpilicueta96 Temática

Azpilicueta96

Eueovinho

Vinho Para Todos

Alexandre Queiroz

Enoleigos

Marcelo di Morais

Etilicas Notas

Vinhos de Corte


e também no ENOBLOGS - clicando em tags.

saúde!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CASA VALDUGA SECULUM 2000 CABERNET FRANC – BRASIL - #CBE



CASA VALDUGA SECULUM 2000 CABERNET FRANC – BRASIL - #CBE;
45º Vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs.

Frustração? Experiência ou experimentação? Afinal, comprar um vinho que dá todos os indicativos de que foi maltratado é uma atitude boba ou uma atitude de investimento para “conhecimentos enológicos”? E ainda assim: Será que valeu a pena? Será que vale este tal “investimento”? Vejamos...

Como de praxe, todo mês um confrade aponta uma sugestão de degustação para toda a Confraria Brasileira de Enoblogs. A deste mês, casta Cabernet Franc brasileira, foi previamente indicada pelo confrade Jurandir do blog: Eu e o vinho; Escolha excepcional ante uma uva que aparentemente julguei ser de difícil presença como uma varietal 100% nos vinhos nacionais. Mas não, ledo engano. O Brasil dos vinhos finos evoluiu e já oferece um respeitado leque com a Cabernet Franc. Basta, em especial após esta iniciativa mensal da CBE, clicar nos blogs associados e “garimpar” o que o mercado oferece. Curiar sobre o que escreveram os demais membros da CBE.

Sim, os confrades escreveram e...publicaram. Mas, o Atlan Vitis... ficou matutando três dias se publicava ou não o vinho do mês. Se escrevia ou não sobre o vinho adquirido e “parcialmente degustado”. E então... perdoem-me pelo atraso na publicação de um vinho que tentei degustar e que agora apenas serve de mote para uma resenha, uma historieta. Acompanhem...

Natal, cidade cosmopolita e capital de um bravo estado elefante, o Rio Grande do Norte, é considerada por muitos como um verdadeiro paraíso graças às suas belezas naturais e ao aconchego do povo. Dizem que quem chega por aqui são “abrisabraçados” pelos que fazem a atmosfera local e, obviamente, pelo próprio clima.

Certamente, como ocorrem com inúmeras outras cidades mundo afora, Natal serve de cenário para degustarmos vinhos e mais vinhos, independente de seus países de origem, independente de suas safras, gostos e bolsos.

No entanto, e posso falar com propriedade, Natal não oferece as condições ideais para a guarda de vinhos. Sol intenso, luminosidade extrema, temperatura mínima (eu disse mínima hein!) na casa dos 23,24 ou 25 graus em média, umidade relativa do ar sempre rondando a casa dos 100%, dentre outros fatores típicos de um litoral nordestino e de uma cidade com alguns focos de “rush” térmico, são indícios claros, claríssimos, do quanto um vinho irá sofrer por aqui.
Salvo aqueles que se comprometeram a ter em suas casas ou estabelecimentos comerciais toda uma aparelhagem (adegas, etc.) necessária às necessidades de guarda dos vinhos, minha querida Natal, definitivamente, não é um paraíso para a guarda de vinhos. É compreensível, concordam? Mas vejam só: apenas para guarda. Para degustar... hum até parece que o vinho fica mais encantador. Será? Venham conferir...

E, sabedor disto tudo, após rodar por duas semanas na caça por um Cabernet Franc Brasileiro disponível, apenas pude ter a chance (afora pela internet) de adquirir uma garrafinha de 375ml do vinho numa loja de turismo, especializada em castanhas de caju.

Esta loja eu já conhecia. Uma loja sem ar-condicionado. Já comprei castanhas por lá. Loja sem nenhum cuidado com circulação de ar, por certo para atrair os clientes turistas pelo cheiro das castanhas potiguares (eu sou fã de castanhas!). Sim... inclusive presenciei sua mudança de endereço recentemente: saiu de uma rua super quente e ensolarada da badalada praia bairro de Ponta Negra para, 300 metros adiante, um píer turístico ainda em construção, também quente e sem refrigeração.

Bem, seria um sonho que os vinhos disponíveis desta loja pudessem ter sua devida acolhida numa adega própria etc. Porém, certos estão os donos. É uma loja de vender castanhas. Os vinhos estão ali para... um dia vou descobrir! E olha que há bons exemplares, talvez raridades.
Raridades como a que julguei encontrar. Tanto que dispensei a internet na compra deste Cabernet Franc. Comprei no dia 30 de julho, dois dias para a postagem do dia 01 de agosto, a postagem mensal da CBE.

Assim, antes de criarmos coragem em ler a ficha de degustação abaixo, faço um apanhado geral de como e em que estado estava as garrafinhas de 375ml, safra ano 2000, da Casa Valduga:

1. Loja nova, abafada e quente, com intensos cheiros de verniz misturado com o habitual cheiro de castanhas caipiras, castanhas doces, amanteigadas, fritadas, com gergelim, etc;

2. Garrafinhas na horizontal, porém, em estante aberta e ao lado da chapa fogão de torra das castanhas;

3. Conversando com um dos donos descobri que na mudança recente da loja os vinhos foram transportados em camionete pau de arara, ou seja, ao léu e ao sol generoso de Natal;

4. A rolha, assim como o estado geral da garrafinha, estava em boas condições... era um sinal de esperança! Será?!

Vamos ao vinho!
CASA VALDUGA SECULUM 2000 CABERNET FRANC – BRASIL - #CBE
Produtor: Casa Valduga, RS – Brasil
12,5% teor alcoólico; -R$ 15,00 R$- (375ml)
Prova: 30 e 31/07/2010 em Natal/RN

COPO/COR: Tijolo, telha e barro em matizes e cores predominantes. Água barrenta. Um leve traço tonalidade de uva passa preta. Algumas lágrimas discretas, perdidas. Formação de cristais e de uma espécie de areia liquida na garrafa, na taça e no decanter. Uma década de impregnação vinica?

AROMAS: Café bem torrado (tostados quase horripilantes). Ares terrosos, barrento. Uvas passas. Talvez passas torradas. Presença também de um cheiro de chapa de frigideira incrustada de pão queimado. Vinagre. Balsâmico forte, enjoado.

Intermezzo: Por favor, não pensem que a loja referida é um pandemônio comercial. Alias, muito longe disso. É uma loja referência em castanhas de caju, souvenires nordestinos, muitas cachaças e ... vinhos. Vinhos? Nossa, êita mundão cheio de histórias!

BOCA: Um mistério. Estaria apto a ser degustado? Estaria “bebível” este Cabernet Franc brasileiro?

PÓS-BOCA: Persistência praticamente nula ante o golinho (foi um golinho medroso mesmo!) em boca. Exceção para o forte aroma de tostados terrosos permeando a boca.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Até agora e acredito que por um bom tempo estarei escavacando as minhas impressões ante o beliscar que foi a minha degustação em boca, em olhar, em tudo, deste Cabernet Franc adquirido numa loja turística nordestina. Frustração? Experiência ou experimentação? Afinal, comprar um vinho que dá todos os indicativos de que foi maltratado é uma atitude boba ou uma atitude de investimento para “conhecimentos enológicos”? E ainda assim: Será que valeu a pena? Será que vale este tal “investimento”? Ao menos tenho uma resposta título pra tudo isso: Um Cabernet Franc que virou história – parte única.

Em tempo: Este vinho não fez mal à saúde deste editor. Até então!!! rs

terça-feira, 27 de julho de 2010

SERRADAYRES RESERVA 2008 - Portugal


SERRADAYRES RESERVA 2008
RIBATEJO DOC PORTUGAL
Castas: Touriga Nacional, Castelão e Trincadeira
Produtor: Caves Velhas – Enoport
13,5% teor alcoólico, - R$ ?...? R$ -
Prova: 22 e 23.06.2010

INTRÓITO: Alguns degustações só acontecem quando ocorrem predisposições particulares sui generis. O Atlan Vitis é extremamente grato e agraciado pela presença saudável e constante de um casal de enófilos que proporcionam momentos especiais e particulares como o da degustação deste vinho. De retorno do Velho Mundo, os confrades amigos, um casal de fisioterapeutas, trouxeram algumas garrafas. E que garrafas! Aliás, que vinhos! Aliás... nada de elogiar agora garrafas e seus líquidos, mas sim, de agradecer publicamente a estes confrades do “Mirante” pelo oportunidade possibilidade de brindarmos taças. De brindarmos à saúde nossa, dos nossos, do planeta e até do que não conseguimos “ver”, como a criação inusitada e ainda não detalhada desta Confraria Lúdica de Enófilos do Mirante da Barreira do Inferno.
Observação: este “lúdico” e seus inúmeros significados remete também e principalmente à presença dos nossos filhos, sempre na boa algazarra, enquanto “tentamos” avançar nas nossas degustações conversações.

COPO/COR: Granada intenso. Lentas lágrimas. Límpido visual das uvas num convidativo vinho. Mui bem apresentado em taça. Impossível recusá-lo e não tê-lo em boca e ainda não ter a oportunidade de explorar quais aromas saem de sua cor. Uma jovem reserva cor convidativa.

AROMAS: Frutos vermelhos apresentados em compotas. Muita uva. Uva boa. Boníssimas uvas. Toques de carvalho e/ou tostados bem dispostos e bem distribuídos na paleta de aromas. Finesse.

Intermezzo: Com paciência e com uma boa memória de quem já esteve em bosques talvez seja possível perceber no tutti aromático algo que lembre o miolo de uma floresta e seus cheiros de folhas, terra, bichos, bichinhos, trilhas e outras infinitas nuances de mata. Cheiros aquém Atlânticos?!

BOCA: Equilibradíssimo, saboroso e deveras elegante. O corpo das uvas em avantajada presença.

PÓS-BOCA: Com um certo exagero saudável para um vinho merecedor, eis uma frase resumo, fruto inspiração advinda deste bom vinho português: “Um vinho de persistência que extrapola os sentidos e finca-se nos meandros do bem querer de nossa mais cativa memória.”

Impressão Atlan Vitis: Fantástico e muito especial. Da cor e suas lágrimas na taça, passando pelo requinte aromático até chegarmos a um vinho pleno na boca, simplesmente deparamos com um magnífico liquido. Vinho que no quesito conjunto da obra arrebenta. Merece repeteco sempre. Arrebatador.

Em tempo: Foram produzidas 250.000 garrafas. E para chegar a este número as uvas foram colhidas na Quinta S. J. Batista tendo o acompanhamento e responsabilidade geral do enólogo Osvaldo Amado que, no processo de vinificação adotou os seguintes passos: Desengace total, maceração pelicular prolongada, fermentação alcoólica a 28º e por fim um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês.

PPN: 86...92

sábado, 24 de julho de 2010

12º Vinho: LES BATEAUX SYRAH 2008 - FRANÇA



Produtor: Jacques et François Lurton, Domaine de Poumeyrade
100% Syrah.
13% teor alcoólico, -R$ 40...50 R$-
Prova: 13.05.2010 – Degustado na Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: Este foi o vinho que fez par com o prato principal da noite (Filé ao Molho de Foie Gras com Cogumelos e Gratin de Batata) de encerramento do curso “O vinho em 4 momentos”, promovido pela Magazino, Natal/RN. O Atlan Vitis teria muito mais para comentar sobre este Lês Bateaux e seus produtores, o que daria outra postagem a posterior, porém, para esse momento de resgate de antigas anotações da caderneta de provas, optei por repassar ao blog este vinho com uma síntese extraída. Assim, sem maiores aprofundamentos culturais, históricos e convenientes que cercam este vinho francês, apresento o que me foi dado poder presenciar quando o provei.

COPO/COR: Não é chorão na taça. Tem lágrimas modestas e ainda assim não é chorão. E se fosse um chorão, carregaria sua cor de rubi. Um rubi de vinho. Existe rubi-bonina? Um rubi-bonina choroso?

AROMAS: Frutados. Notas de especiarias. Frutados vermelhos não compotados.

Intermezzo: Este vinho possui a demarcação mais simples dada pelas instituições francesas. No caso especifico deste Lês Bateaux, dos irmãos Lurton, é um vinho que presume-se ter qualidade com um preço reduzido, acessível. Um Vin de Pays de d’Oc.

BOCA: Com um leve picante típico da uva Syrah este vinho mostrou-se saboroso e fresco na boca. Bom corpo.

PÓS-BOCA: Persistência em curta cadência para um prelúdio a permanecer na boca em implorante repetição do liquido em boca. É como se a boca, após gole, dissesse “mais uma prova, por favor!” Mas vejam só: não é a persistência que é insistente. É o gosto em boca ou com o liquido em boca que este vinho deixa-nos uma boa memória e então, com essa boa lembrança, ocorrem sinapses em átimos incomensuráveis para ter o vinho em presença às nossas percepções.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Foi excelente. Mas o vinho não o foi. Foi bom ou muito bom no aspecto “prova do vinho”. Talvez o jantar tenha proporcionado a excelência do momento e então... o vinho surfou a crista desta onda momento de excelência. De lembrança como forte impressão vêm-me à tona o quão agradável foi em boca e pós-boca. Não me lembro como foi a harmonização. Paciência. Parece até que o Lês Bateaux deixou o Atlan Vitis mareado em boca com conseqüências pós-boca. Deve de ser... só pode ser... hum... será? Bem que eu deveria ter escrito estas impressões no mesmo dia da prova! Agora são as minhas memórias que navegam em um nada sem fim.
Em tempo: Terra à vista! Este vinho, conforme pude constatar na web, recebeu do Robert Parker um 86, um 87 com “Best buy” da Wine Spectator, 3 estrelas da Revista Prazeres da Mesa e 4 pontos da Veja Vinhos. E agora recebe um PPN Atlan Vitis que abarca dos 81 pontos até possivelmente 88. Será? Já está sendo...

Detalhe: Um rótulo que merece ser apreciado (por dentro e por fora) para ninguém ficar mareado.

PPN: 81...88;

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DONA MATILDE 2007 DOURO DOC - Portugal


Produtor: Quinta Dona Matilde, Régua, Portugal
Castas: Vinhas velhas com variedades tradicionais da região demarcada do Douro
13,5% teor alcoólico; - R$ 20...40 R$ - ($7,40 Euros)
Prova: 19.06.2010 – Confraria Lúdico Vínica do Mirante da Barreira do Inferno

INTRÓITO: Um vinho que possivelmente não tem representantes comerciais nem tampouco importadores aqui no Brasil. Assim, para degustar um desses, somente trazendo via bagagem mesmo ou outros caminhos. Mas, graças à um casal de amigos enófilos da Confraria acima citada, o Atlan Vitis pode conhecer mais um honesto e misterioso vinho de Portugal, como normalmente assim o são. E nada de ruim não. Longe disso. Um vinho que merece outra atravessia oceânica para ser brindado em ambiente familiar sempre. Se bem que... há outros vinhos a nos surpreender que os próprios fisioterapeutas enófilos já puderam nos apresentar, o que ficará para uma postagem em breve. Enquanto isso, vamos ao vinho de combate da Quinta Dona Matilde, mas não sem antes agradecer de público pelo brinde e pela oportunidade: Valeu enófilos do mirante 1402, muita saúde!!!

COPO/COR: Rubi Violeta super fechado.

AROMAS: Balsâmico, floral e com evidentes frutas vínicas. Porém, tudo isso de forma muito tímida, como se estivesse a esconder o jogo. Ou não!

INTERMEZZO: Para a sua “existência” os produtores adotaram alguns cuidados que foram desde a apanha das uvas em caixas de 25kg, criteriosa seleção dos cachos na entrada e até pisa a pé de parte do lote deste vinho. Aconteceram, certamente, outros detalhes e pormenores, porém, convém citar, este Dona Matilde também estagiou 9 meses em cubas outros 3 em garrafa.

BOCA: O terroir do Douro bem presente. É gostoso quase guloso. Potente. Boa carga tânica. Talvez o que encontramos em boca seja uma herança dos cuidados e do processo na elaboração deste.

PÓS-BOCA: Boa persistência com continua sensação dos taninos das uvas a integrar-se e espalhar-se na boca. Vibrante e potente. Feito um monte de chumbinhos a explodir no chão e arrancando gargalhadas mil das crianças.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Concordo com comentários colhidos na web em que dizem ser este um vinho enigmático. Mas, por que enigmático? Seria pela presença austera dos taninos em seu corpo? Seria pelo jogo de esconde esconde dos aromas? Ou, curtindo e sem medo de ser feliz com este vinho, seria a possibilidade deste vinho permanecer ainda em guarda? E levemos em conta, para possíveis resposta, que este é o vinho de “combate” da produtora. Ou seja: um vinho para o mercado do agora. Bom... mas isso não diz muito e não impede que muitos o possam tê-lo em guarda. Do blog: um vinho benquisto e que certamente será agradável a muitos, independente do que enigmático poderemos perceber. Vivas ao casal amigo que possibilitou a degustação deste. Bravo.

Em tempo: acesse Dona Matilde e “puxe” a ficha técnica deste e de outros, como assim o fiz e então pude colher algumas das informações aqui escritas.


PPN: 81...88

quinta-feira, 8 de julho de 2010

QUINTA DA NEVE CHARDONNAY 2008 – BRASIL


Produtor: Villa Francione Agronegócio S/A para Quinta da Neve Vinhos Finos
São Joaquim, Santa Catarina; Brasil.
13% teor alcoólico, -R$ 35...55 R$-
Prova: 23.05.2010

INTRÓITO: Untuoso ma non tropo! Após ler e rever diversos anúncios da ACAVITIS (Associação Catarinense de Vinhos Finos de Altitude) nas revistas especializadas em vinhos do Brasil e com uma certa curiosidade me rondando de há muito tempo, eis que finalmente está provado e aprovado um vinho fino de Santa Catarina, especificamente de São Joaquim. Um vinho fino de altitude. Que possamos subir até os píncaros deste e compreendê-lo! Vamos ao vinho...

COPO/COR: Fulgurantes tons de dourado claro; palha cristalina e brilhante. Sem expressividade de lágrimas na taça. Halo e olho que parecem nos comunicar potencialidades de guarda moderada.

AROMAS: Cítrico com tendências nítidas para a lima, limão e talvez laranjas verdes. Notas rápidas de Maça Verde.

INTERMEZZO: No site da QUINTA DA NEVE tem a ficha técnica deste e de outros. Vale ir!

BOCA: Boa acidez. Equilíbrio e uma feliz constatação dos aromas em boca. Será que teria um certo gosto “amanteigado”? Manteiga ou queijo de manteiga? Consistência de manteiga? Untuoso. Quase untuoso. Untuoso Ma non tropo.

PÓS-BOCA: Média persistência com excelente sensação pós-gole. Às vezes intrigante.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Excelente impressão para este branco. Impressão esta tão boa que, apesar de não ter dado um PPN com uma margem de altitudes elevadas, certamente procurarei provar outros desta região, como os tintos e até um Pinot Noir de lá que dizem ser muito bom. No mais, fiquei com vontade de repetir a prova deste; em especial para tirar a limpo essa tal de untuosidade em par com a boa acidez apresentada.

Em tempo: O Atlan Vitis arriscou na seguinte harmonização: Um filé de tilápias com molho de alcaparras e alho poro – Peixe à “Alcaporós”! Bem acompanhado de Arroz de Astronauta mais folhas de alface americano “Pedra de Fogo”. Vivas mais uma vez para a Chef Nanda.

PPN: 84...89

quarta-feira, 7 de julho de 2010

LA LINDA TORRONTÉS 2008 – ARGENTINA


Bodega Luigi Bosca, família Arizu;
14% teor alcoólico, -R$ 30...50 R$-
Prova: 07.05.2010

INTRÓITO: Em pleno outono folhas e folhas a cair. Em pleno outono aromas se desprendem de uma casta que não quer ser apenas mais uma casta. Torrontés argentino em pleno outono a propagar brisas florais. Talvez a desprender sentimentos outros através dos caminhos de uma vida vínica. Uma Argentina a eclodir-se em pleno nordeste brasileiro. Brasil e Argentina juntos, a esquecer que em breve serão só futebol. É pêssego!
Obs.: Este texto do intróito foi escrito no mês de maio. Portanto, bem antes da partida inicial da Copa do Mundo de 2010. Para Brasil e Argentina resta apenas observar o desempenho da Holanda, do Uruguai, da Alemanha e da Espanha nas semifinais e na finalíssima.

COPO/COR: Amarelo palha translúcido. Formação de uma cortina vínica na parede da taça (bem, acho que quis dizer: “boas lágrimas de um bom vinho”). Bom? Bota bom nisso!!!

AROMAS: Suave madeira a iniciar como grande anfitriã ante a chegada gradual de outros aromas. Presença floral nítida e impressionante. Que flora é esta? Pêssegos? Mordida de maçã a invadir os dentes? Que amazônica flora é esta?

INTERMEZZO: Tá de saco cheio de ler este blog?! Acesse a “Roda dos aromas” da Luigi Bosca. É divertido e instrutivo. Bem... o editor do Atlan Vitis brincou pouco, foi escrever esta postagem.

BOCA: Instigado e delicado. Demonstra equilíbrio e aguda sapiência típica dos bons brancos. Não maciez. Há delicatesse. Firme delicatesse. Excelente acidez em equilíbrio.

PÓS-BOCA: Média persistência e continua insistência de bem querer, sendo benquisto em boca e pós-boca. Zero vírgula alguma coisa de adstringência.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Talvez um álcool querendo ser enjoativo e nada mais. Pois, de resto, é tudo o que está aqui nesta postagem, nesta ficha Atlan Vitis relatado. Um vinho gastronômico pelo que apresenta em aroma, boca e pós-boca. Na Instância Atlan Vitis, no setor de adegas flutuantes, já está reservado umas dezenas deste La Linda Torrontés.

Em tempo: Encontrei uma certeira e fiel constatação no contra-rótulo: “Excelente equilíbrio entre frutas e flores”.

PPN: 87...92

quinta-feira, 1 de julho de 2010

GLEN CARLOU TORTOISE HILL WHITE 2007 – AFRICA DO SUL #cbe

Africa do Sul
Produtor: Glen Carlou, região de Paarl Valley
Sauvignon Blanc, Viogner e Chardonnay
13% teor alcoólico, -R$ 30...50 R$-
Prova: 25 de junho de 2010

44º Vinho para a CBE

INTRÓITO: A escolha deste mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - do Luis Sérgio VitisVinifera - foi para o vinho da copa casta Sauvignon Blanc. Na ausência impossibilidade do Atlan Vitis em tê-lo partimos para um outro. E foi como intróito para o jogo Brasil x Portugal em partida válida pela terceira rodada do grupo G neste mundial na África do Sul.

COPO/COR: Límpido, brilhante e com lágrimas a gingar sem pedaladas na arena da taça. Cor esverdeada bem clara.

AROMAS: Cítrico moderado com cara de que era um cítrico exuberante quando no ano de seu lançamento. Toques florais e minerais já difíceis de captação.

INTERMEZZO: A distribuição das castas com a Sauvignon Blanc como base segue a seguinte percentagem: S.Blanc (77%), Viogner (12,7%) e uns 3% de Chardonnay;

BOCA: Excelente frescor e com boa personalidade ante o seu equilíbrio. Corresponde ao cítrico aromático enfatizando ainda mais sua discreta acidez.

PÓS-BOCA: Excelente lembrança aromática mesmo sem ter potência.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Boa lembrança. Bem melhor do que o zero a zero do jogo Brasil x Portugal pela Copa do Mundo de Futebol 2010 na África do Sul. Só gostaria de prová-lo numa edição mais recente. Melhor: provar um deste recém lançado, direto da vinícola. Recém posto ao mundo.

Em tempo: Este vinho entrou em promoção nas lojas Grand Cru.

PPN: 84...89

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CASA PERINI MERLOT 2008 - BRASIL

Produtor: Casa Perini, Vale Trentino, Farroupilha/RS, Brasil
12% teor alcoólico, -R$ 15...20 R$-
Prova: 16 e 17 de maio de 2010.

INTRÓITO: O Mirante 1101 do Parque do Itatiaia no Município de Parnamirim, fronteira confusa com Natal/RN, foi palco mais uma vez para a prova de um vinho Tupiniquim. Desta vez um vinho fácil de encontrar nos supermercados da Grande Natal. Um vinho que, pelo rótulo e marketing do olhar, oferece-nos informações que aguçam a vontade de experimentá-lo, mesmo se tratando de um vinho nacional sem maiores repercussões. Eis o que foi anotado após dois dias de prova:

COPO/COR: Vermelho tinto jovem. Uma bonita cor.

AROMAS: No contra-rótulo encontraremos a afirmação deste vinho possuir lembranças de: especiarias, frutas maduras e algumas notas de café e baunilha. No primeiro dia, o Atlan Vitis só foi atiçado pela lembrança clara de claras de ovos (por certo por causa de algum processo de clarificação do vinho!). Em algum momento foi perceptível frutas vermelhas maduras... frutinhas. Já no dia seguinte, com o mesmo vinho, só que com a temperatura bem mais baixa, teve a ocorrência de um leve carvalho e talvez alguma fruta verde intromissora nos aromas. Seria alguma uva verde/branca sem querer?! Kiwi? Especiarias ao álcool.

INTERMEZZO: Nos supermercados encontramos uma promoção: dois deste Perini mais um abridor propaganda da vinicola e um corta gotas. Gostei do corta gotas.

BOCA: Gostoso, gostosinho. Mostrou-se até equilibrado ou com certo equilíbrio demasiado que gera-nos um anti-equilibrio. Desconfiança mesmo. Ainda assim mostrou-se moderado em taninos em ambos os dias de prova.

PÓS-BOCA: Mediana persistência. Mas confesso que no primeiro dia cheguei a pensar interrogativamente: “Existe pós-boca, retrogosto, neste Merlot 2008?”

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: No primeiro dia poderia ter sido um desastre se o vinho estivesse desequilibrado e inundado com as claras de ovos. Passou... e o jantar maravilhoso da Chef Nanda cobriu os defeitos de um vinho inadequado para a ocasião. Já no segundo dia senti que a madeira cobriu a Merlot farroupilhana esperada e nada mais. Por favor, ao provarem este vinho – e recomendo, apesar das claras evidências de não ser um vinhaço – não se esqueçam de servi-lo um pouco abaixo da temperatura recomendada. Fiquei com a impressão de que ele se comporta melhor na casa dos 15 graus Celsius. Será?! Agora é com vocês...

Em tempo: Experimentei também, semanas depois, o Cabernet Sauvignon desta mesma linha da Casa Perini. Infelizmente (ou não!) nada registrei em minha caderneta de provas. Ao menos não me lembro das claras. Gostaria de provar outras safras, acima de 2008.

PPN: 72...77

terça-feira, 29 de junho de 2010

ARGENTO VINTAGE 2007 MERLOT, Argentina



ARGENTO VINTAGE 2007 MERLOT, Argentina
Produtor: Bodegas Esmeralda, Junin, Mendonza, Argentina
13% teor alcoólico, -R$ 10...20 R$-
Prova: 01.06.2010

INTRÓITO: Vou logo dizendo duas coisas: Primeiro que é um bom vinho e recomendo para o dia a dia. E a segunda coisa é: não se espantem com supracitada Uva Isabel nesta postagem. É vero e está registrado.

COPO/COR: Vermelho próximo do vermelho escuro com característica de vermelho envelhecido. Não tão envelhecido, conforme se constata no halo em seu desenho degrade suave e bem delineado.

AROMAS: De uva Isabel. É vero! Mesmo na temperatura certa o álcool tenta incomodar. Incomodo mesmo só na primeira taça, depois muita fruta vermelha e... uva Isabel, de novo! Leve madeira. Uva Red Globe também. Poucos aromas. Muito cheiro de Uva Isabel. Uvas maduras demais. Uva Isabel.

INTERMEZZO: O Atlan Vitis já provou um excelente branco da Argento, espia só ;

BOCA: Boa presença de taninos mesmo com a evidência transbordante de uva vitis lambrusca americana brasileira Isabel. E que ótimo! Não tem grandes e ininterruptas lembranças aromáticas em boca desta tal de uva Isabel.

PÓS-BOCA: Discreto e sem uma linha de tempo definida.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Qual outra impressão poderia ter a não ser a de guardar na memória e nos sentidos do agora da prova esta tal de uva Isabel? A de que é também um bom vinho? Sim. E está dito.

Em tempo: Ah! Espetacular!!! Foi harmonizado num jantar de Rondelle de tomate seco com queijo parmesão e molho tarantela. Sob a batuta da Chef Nanda em acompanhamento orquestral dos filhos filhotes. Espetacular!!!

PPN: 78...87

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PANORAMAS DE VINHOS NO MUNDO - JULHO DE 2010 - NATAL/RN



Terminada a Copa 2010 no dia 11 de julho, imediatamente Natal, capital do RN, será sede de uma grande confraternização planetária: O Curso Panorama de Vinhos no Mundo.

Vejamos mais detalhes:

O Curso Panorama de Vinhos no Mundo, que terá Dr. Júlio Anselmo como palestrante, será dividido em três módulos.

No primeiro deles serão abordados vinhos brancos e tintos da Argentina, Chile, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul;

No segundo módulo, os vinhos abordados serão brancos e tintos da França, Portugal, Espanha e Itália;

No terceiro módulo serão comentados cavas, espumantes, champagnes, além de vinhos de sobremesa e vinho do Porto.

Os vinhos que serão utilizados no Curso, serão das Importadoras Gran Cru, Decanter, Garrafeira Lusa e Cava de Vinhos.
Acredito que ainda há vagas. Poucas. Mas que tem, tem.

11º Vinho: VIU MANENT MALBEC ROSÉ 2008, CHILE


Vinho da Viu Manent Estate Collection Malbec Rosé
Produtor: Viu Manent, Valle Colchagua, Chile
13,5% teor alcoólico, -R$ 45...55 R$-
Prova: 13.05.2010 – Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: A força deste rosé foi posta à prova numa harmonização quente. Espetacular combinação que não resultou num combinado casado perfeito. Espetacular combinação segundo os princípios do contraste. Analisemos...

COPO/COR: Um rosé lembrando dindin de groselha. De repente alguém citou: lembrança de Sanarina. Sanarina, enxaguante bucal? Sério? Existiu isso? Ainda bem que era apenas a referencia para a cor. Anotei e agora repasso para esta postagem, mas... deveria?! Estranho... sou mais lembrar de um rosé rosto de neném corado a rir de um aparente nada adulto...

AROMAS: Mousse de maracujá, confitado de frutas vermelhas, doce de goiaba e até de cocada de maracujá.

INTERMEZZO: Como era um jantar mais de confraternização para o fim do curso do que com preocupações precisas para as harmonizações sugeridas, o humor foi a tônica do desbravar deste vinho. Ainda assim, o Atlan Vitis concentrou-se e realmente captou muito do que aqui está descrito.

BOCA: Equilibrado e refrescante. Leve e com agradáveis pontadas dos taninos ou do que de sutil apresentou este rosé.

PÓS-BOCA: Boa persistência em concomitância com uma bela estrutura.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Duas grande impressões. A primeira a qualidade deste Rosé ante o preço. Vale a pena tê-lo. Vale mesmo. E em segundo, o inusitado contraste que favoreceu a uma experiência única. Tai um contraste que dá certo. Romário e Bebeto na Copa de 1994, o baixinho marrento e o esguio e ágil – não tão alto – descontraído baiano brasileiro. E quem sabe, Luis Fabiano e Robinho – um pivô e um serelepe moleque a pedalar em 2010 rumo ao Hexa. Pontas de contrastes para um bem comum. Tal qual este vinho com o que foi harmonizado no “Segundo Prato” do Jantar de Harmonização do Curso “O Vinho em 4 Momentos”.

Em tempo: Foi harmonizado – ou insinuado – com um excelente “Consomé de Tomates Frescos” com crocantes torradinhas preparadas com provolone. Tudo muito bom.

PPN: 80...88

quinta-feira, 24 de junho de 2010

10º Vinho: CEPAS NOBLES SAUVIGNON BLANC 2009 - URUGUAI



10º Vinho: CEPAS NOBLES SAUVIGNON BLANC 2009 - URUGUAI
Produtor: Juan Carrau – Cerro Chapéu – Uruguay
13,5% teor alcoólico, - R$ 35...45 R$ -
Prova: 13.05.2010 – Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: Um feliz vinho branco para a abertura da noite final do curso. Apresentou-se lado a lado com uma “Entrada” em digna boa harmonização. Um vinho que faz jus ao seu nome “Cepas Nobles”, sendo também uma nobre escolha para momentos à capela ou em refeições como a servida neste curso.

COPO/COR: Jovem amarelo claríssimo, límpido e brilhante. Jovem.

AROMAS: Cítricos potentes. Teria abacaxi? Suco de laranja? Abacaxi bem maduro certamente.

INTERMEZZO: Foi harmonizado com uma “Entrada” sutil e de um verde muito vivo: Salada de Folhas com Queijo de Cabra.

BOCA: Acidez equilibrada, lembrança de vinho verde – segundo o enófilo Marcelo Chianca. Algo herbáceo bem discreto.

PÓS-BOCA: Conquistador e de agradável persistência. Implora por repetir a experiência de mantê-lo em boca.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Boas lembranças. O Atlan Vitis virou fã deste. Combina muito bem com o clima daqui de Natal, nordeste do Brasil. Como é muito bom, talvez combine com qualquer clima mundão afora. Comparando com o outro uruguaio da primeira noite deste curso – espia só – este 2009 tem uma potência a mais que encanta até aos desencantados com vinhos brancos. É merecedor do PPN posto abaixo. A quem já o provou, o que acham, concordam?

Em tempo: Segundo informações do contra-rótulo, os cuidados para manter a qualidade aromática foram rigorosos. Casta manuseada, ou melhor, minimamente manipulada para evitar a oxidação de seus aromas típicos.

PPN: 85...90

quarta-feira, 23 de junho de 2010

9º Vinho: ESPUMANTE ADOLFO LONA BRUT BRANCO, BRASIL

9º Vinho: ESPUMANTE ADOLFO LONA BRUT BRANCO, BRASIL
Castas: Chardonnay e Pinot Noir
Produtor: Adolfo Lona, Serra Gaúcha, RS - Brasil
12,2% teor alcoólico; - R$ 20...40 R$ - Não safrado!
Prova: 12.05.2010 – Loja Magazino

INTRÓITO: Espumante que fechou a noite do terceiro dia do curso “O vinho em 4 Momentos”. Este Adolfo Lona remete o Atlan Vitis ao Verão de 2010, mês de janeiro. Não por sua referência típica às cervejas em par com o calor nordestino. Mas sim, em especial, pelas citações e boas recomendações de familiares brasilienses que por aqui estiveram. Parentes estes que apreciam um bom Adolfo Lona. Vejamos o que “cervejamos” deste espumante:

COPO/COR: Cor límpida com belos reflexos oriundos de uma possível mistura dourado com esverdeado. Diria até como se fosse uma mistura de cerveja bem clarinha com um vinho branco riesling. Perlage espevitada e constante;

AROMAS: Mais frutado em relação aos demais espumantes desta noite, reveja em: Espumante 1 e Espumante 2 ... Sim, um aroma muito conhecido próximo da cerveja. Cerveja? Brasil? Claro! Leveduras...

INTERMEZZO: maiores detalhes vide site do ADOLFO LONA .

BOCA: Acima de tudo é muito bom apreciar. E encontrei resquícios claros dos aromas citados com um pouco de melado querendo ser o atrevido na boca.

PÓS-BOCA: Boa persistência. Boa insistência. Boa renitência. Boa Cerveja insistente, renitente e persistente.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Obviamente, nesta postagem, estive a brincar com o texto. Contudo, faço aqui uma ressalva clássica: por trás de toda brincadeira persiste “pitadas” de verdade. Assim, insisto no registro das cervejas citadas sem cair na banalidade. Anotei e anotaria de novo caso capte estas impressões.

Em tempo: Apesar do registro acima no “Impressões...” esperava mais deste espumante Adolfo Lona. Será que terei outra oportunidade de encontrá-lo? Se sim, acredito que terei outras lembranças que não sejam somente “cervejas”. Assim espero!

PPN: 78...87

terça-feira, 22 de junho de 2010

8º Vinho: ESPUMANTE PAUL BUR BRUT BLANC DE BLANCS, FRANÇA – não safrado.

ESPUMANTE PAUL BUR BRUT BLANC DE BLANCS,
Produtor: Societé Remoise dês Vins - SOREVI, Merignac, França
Corte: uvas brancas variadas tendo a Chardonnay como principal;
11% teor alcoólico; - R$ 55...65 R$ - Prova: 12.05.2010
8º Vinho: Noite dos Espumantes, Loja Magazino, Natal/RN

INTRÓITO: Um espumante não safrado e com incógnitas castas. Certamente a Chardonnay está presente valendo-se como base para este espumante campeão da noite em que desbancou outros dois: um Brasileiro e outro francês do mesmo produtor. Vejamos o que o Atlan Vitis, ainda muito incipiente no território dos espumantes, anotou:

COPO/COR: Límpido com um amarelo pastel claríssimo puxando tons esverdeados.

AROMAS: frutas cítricas, tostados – chips de barrica;

INTERMEZZO: em pesquisas pela web já encontramos algumas postagens sobre este Paul Bur. Veja em: VINHOS DE CORTE ; BELO VINHO e ZAHIL

BOCA: Confortabilíssimo e apetitoso.

PÓS-BOCA: Média persistência com uma elegância fortuita;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Achei delicioso e não hesitarei em prová-lo outras vezes. Acredito que é um excelente espumante. E com este meu acreditar já projeto o quão magnífico deverá ser outros melhores do que este. Parabéns a este Paul Bur!!!

Em tempo: Encontrei referências às outras castas brancas deste espumante, ei-las: Folle Blanche e Chenin Blanc. Será?!

PPN: 82...88

domingo, 20 de junho de 2010

PANORAMAS DE VINHOS NO MUNDO EM NATAL RN



O Curso Panorama de Vinhos no Mundo, que terá Dr. Júlio Anselmo como palestrante, será dividido em três módulos. No primeiro deles serão abordados vinhos brancos e tintos da Argentina, Chile, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. No segundo módulo, os vinhos abordados serão brancos e tintos da França, Portugal, Espanha e Itália. No terceiro módulo serão comentados cavas, espumantes, champagnes, além de vinhos de sobremesa e vinho do Porto. Os vinhos que serão utilizados no Curso, serão das Importadoras Gran Cru, Decanter, Garrafeira Lusa e Cava de Vinhos.
O ATLAN VITIS já garantiu sua participação. Aguardemos as novidades...

terça-feira, 15 de junho de 2010

REMHOOGTE 2006 – AFRICA DO SUL #cbe


“Tem Vinhos que se transformam, evoluem. E este é um deles. Mas, se transformam como? Num decanter? Em taça? Em boca? Experimentá-lo é imprescindível. Tê-lo em boca será o óbvio para entendê-lo como um Boustred-Rolland transformado. O que isso quer dizer? Só degustando...”

REMHOOGTE 2006 – AFRICA DO SUL #cbe
Produtor: Remhoogte Estate Wine, Hakuna Matata
Simonsberg – Stellenbosch, South África
40% Merlot, 23% Cabernet Sauvignon, 22% Syrah e 15% Pinotage
15% teor alcoólico, - R$ 60...80 R$ - Gran Cru Natal RN
Prova: 13 e 14 de junho de 2010

INTRÓITO: Vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), em sua 43º escolha, numa edição extra ou especial – como queiram. Tema: Um vinho da África do Sul fazendo jus à Copa em sua plena efervescência. Com postagens programadas para o mesmo dia da estréia da Seleção Brasileira nesta competição.

COPO/COR: Numa vista aérea temos uma panorâmica de um vermelho rubi escuro, bem fechado. Já numa contemplação da taça inclinada este mesmo vermelho rubi mostra-se vibrante e cativante, enquanto algumas gotas lacrimais bailam baladas lentas ao derredor da taça em par com esta cativante cor vínica.

AROMAS: Ao abrir, uma explosão de carvalho. Depois, muito álcool. Rico álcool. Aromas etílico próprio para frio e... Após primeiro descanso em taça alguns vestígios de frutas vermelhas suculentas. Já após 2 taças servidas e com a garrafa com um bom tempo de descanso, percebemos um acorde suspenso aromático advindo das boas uvas deste blend. Contudo, infelizmente a expectativa pela chegança de uma gama maior de aromas não se confirmou. Paciência ante uma coisa que já estava formidável. Mas, afora o álcool inicial, paciência!

INTERMEZZO: Talvez faltou o frio e o inverno que estão a preencher os estádios na Copa para fazer despertar recônditas gamas aromáticas.

BOCA: Potente e com uma elegância apesar desta força alcoólica. Num frio cai bem demais. Taninos enigmáticos. Cada taça uma história. Em todas, fome de gol... digo: com deixas para outras repetições.

PÓS-BOCA: Os taninos já não ficam comportados e passam a idéia de eletricidade sem danos. Taninos elétricos com duradoura persistência. Semi-guloso. Ritornelo para um acorde de frutas vermelhas suculentas.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Não se deixem enganar pelos devaneios deste editor do Atlan Vitis. É, de fato, um vinho muito bom. Talvez excelente. Quem gosta de vinhos potentes em boca, mui bem conduzidos pelo álcool e sem desequilíbrio, este Remhootge não desaponta. Porém, não é um vinho para ser degustado às presas. Nem com medo de decepções. Não há nenhuma coisa nem outra para este vinho sul-africano. Há apenas uma coisa que tentarei vos transmitir: é um vinho que pode se transformar. Ou vira fera sul-africana ou vira uma Jabulani – a espetacular e imprevisível bola do Mundial de 2010.

Em tempo: Se o Atlan Vitis estivesse atualmente munido de uma adega propicia para grandes guardas, investiria num Remhoogte 2006 para além da copa de 2014. Talvez ainda esteja potente para as olimpíadas de 2016.

PPN: 87...92

quinta-feira, 10 de junho de 2010

7º Vinho: ESPUMANTE PALAIS DE VERSAILES – FRANÇA



ESPUMANTE PALAIS DE VERSAILES – FRANÇA
BLANC DE BLANCS, BRUT, VINHO ESPUMANTE BRANCO
Produtor: Societé Remoise dês Vins - SOREVI, Merignac, França
Castas: Chardonnay e Pinot Noir;
7º Vinho: Noite dos Espumantes, Loja Magazino , Natal/RN
11% teor alcoólico; - R$ 30...40 R$ - Prova: 12.05.2010

INTRÓITO: Este foi o primeiro espumante servido na noite dedicada à dança sempre “pra cima” das bolinhas efervescentes dos espumantes. O enófilo Marcelo Chianca conduziu com enorme descontração sua palestra, finalizando com bom humor e fazendo jus à celebração de mais uma turma de neófitos enófilos potiguares em sua reta final de curso: O vinho em 4 momentos. Vamos à dança clássica e de vanguarda do corpo de baile da pérlage deste primeiro espumante...

COPO/COR: Límpido, com tons amarelados. O espumante com sua exuberância em taça com tons mais fechados e escuros em relação aos demais;

AROMAS: Afora os aromas florais e de frutas típicos para a carga da casta Chardonnay, presenciamos algumas sinalizações aromáticas interessantes, tais como: tostados, chocolates amargos potentes e um cafezinho longínquo. E vejam só, mas não levem muito a sério: pairou em dado momento, aquele cheiro de tapioca tostadinha. Será possível?

INTERMEZZO: Informativo: Este vinho contém Acidulante E-330, Conservante E-220, Antioxidante E-300 e Sulfitos. Não contém glúten. Certificado com o ISSO 9001. E daí, atrapalha? Que o Atlan Vitis saiba não. Será?

BOCA: Fiel á carga aromática descrita complementado com uma certa cremosidade na boca;

PÓS-BOCA: Boa persistência.

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Ficou empatado com um espumante nacional numa segunda colocação em disputa saudável – só haviam três no páreo de provas desta noite do curso. Não creio ser um espumante espetacular. Mas ele tem talento para fazer-nos aplaudi-lo perante alguns tributos, como a carga aromática. Nada mais.

Em tempo: Foi surpresa total nos aromas! Assim, o Atlan Vitis continuará a sua pesquisa vínica em busca destes inusitados aromas, em especial este tal de “cheiro de tapioca tostadinha”.

PPN: 78...87