quinta-feira, 29 de abril de 2010

YSERN – BLEND OF REGION TANNAT 2007 ROBLE – URUGUAI




YSERN – BLEND OF REGION TANNAT 2007 ROBLE – URUGUAI
Cerro Chapeu, Las Violetas – Bodegas Carrau
12,5% teor alcoólico; R$ 30...50 R$; Data de prova: 13.03.2010
Do mirante da Barreira do Inferno – Parnamirim/RN

INTRÓITO: Um vinho a homenagear Margarita Ysern. Vide www.bodegascarrau.com ou http://vinhoparatodos.blogspot.com/2010/04/ysern-gran-reserva-tannat-2005.html e confira aspectos, características e detalhes históricos desta homenagem. Vale o conferir. Eis um tannat jovem. Um tannat tranqüilo. Elegante. Tannat pouco taninoso; mas tannat. Rigorosamente tannat;

COPO/COR: Lágrimas granulo-goticuladas em desfile a passo de tartaruga da pista interna da taça. Rubi totalmente escuro e um halo vigoroso;

AROMAS: Frutados vermelhos com leve acentuação alcoólica. Especiarias distantes. Inusitadamente e em desconhecida ocasião ao fungar fungando sempre o liquido em taça, perceptível foi o cheiro de couro ou pele de bovinos. Ares de curral? Será?

INTERMEZZO: As castas de Tannat que deram vida a este Ysern são provenientes em 25% da região de Cerro Chapéu e 75% de La Violetas. Repousa por 9 meses em Barricas Roble americano;

BOCA: Foi percebido uma diferença após maior tempo em decantação. No primeiro momento ataques suaves cognominando juventude a este Ysern da casta Tannat. Já num segundo momento, após maior descanso do vinho, firmeza e elegância bem distintas. O álcool surge e ressurge, porém, não desaponta nem lança-nos uma lança de estrago;

PÓS-BOCA: ligeiro e com sumiço rápido dos taninos. Boa leveza e jovialidade ao final de tudo;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Valeu e vale degustá-lo. Um vinho com uma jovialidade e tranqüilidade um tanto quanto exageradas mas que tem sua graça. O Atlan Vitis precisa calibrar outra impressão deste Ysern Tannat para precisar outras impressões, em especial por percebê-lo como um honesto vinho a camuflar – não sei onde – o lado tânico de uma casta homônima a este lado dito;

Em tempo: Aonde os taninos? Ficaram, por acaso, grudados nos tostados das barricas Roble?

NOTAS: PPN: 82...87

sábado, 24 de abril de 2010

4º VINHO: GRAN CALLIA 2006, Argentina - RESERVA DO ENÓLOGO





4º VINHO: GRAN CALLIA 2006, Argentina
RESERVA DEL ENÓLOGO
Castas: Shiraz, Malbec, Merlot e Tannat
Bodegas Callia, Valle de Tulum, San Juan - Argentina
14,5% teor alcoólico (R$ 170...190 R$)
4º Vinho da degustação realizada dia 30/03/2010 na loja Vinhedos


INTRÓITO: Sob a batuta do enólogo Oscar Biondolillo foi criado um vinho arrebatador. Os cuidados no dar vida vínica à vida e o excelente manejo estrutural deste Gran Callia ancorado ficou chegou até em Natal-RN e, via degustação promovida pela loja Vinhedos, o Atlan Vitis pôde conferir e fechar uma brilhante noite com um estelar vinho argentino. Eis um vinho próximo da nota máxima. Será? Hum... Convidados, que possamos conhecê-lo:

COPO/COR: Rubi grandioso, fechadíssimo. Faz jus a um Gran. Mor Gran;

AROMAS: Especiarias, chocolate... chocolate? Sim, e mentolado. Talvez um affogato. Affogato? Será? Bom, eis um vinho complexo e com muita memória aromática ainda por desbravar;

INTERMEZZO: O estágio em barricas deste vinho perdurou 18 meses seguido de mais 6 meses em garrafa; Para mais informações é altamente recomendável a visita ao site das Bodegas Callia:http://www.bodegascallia.com/

BOCA: Equilibradíssimo, mesmo com tácteis taninos ultra suculentos. Tem o peso aromático como líquido em boca; Estrutura em boca soberba e arrebatadora;

PÓS-BOCA: Equilíbrio e harmonia persistentemente longínqua;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Fiquei a imaginar o dia a dia do olhar do enólogo na construção deste Grandioso Gran Callia. Que cuidados diários e que dificuldades o enólogo e sua equipe depararam? Grandes vitórias certamente. Quais as fontes inspiradoras alimentaram a percepção destes para atingirem a majestade em vinho? Aonde estávamos quando a Gran Callia ganhava seus fundamentos em continuo desenvolvimento de vida através de um leque primoroso de castas Vitis-Vinifera?

Em tempo: Numa degustação com 4 vinhos, cientes de que a própria apresentação preza por um crescimento e desenvolvimento das expectativas e das perspectivas postas à prova, é melhor degustar primeiramente o vinho considerado top ou aguardar uma via-crúcis até ele?

PPN: 91...98

sexta-feira, 23 de abril de 2010

3º VINHO: CALLIA MAGNA MALBEC/MERLOT 2007, Argentina




3º VINHO: CALLIA MAGNA MALBEC/MERLOT 2007, Argentina

Bodegas Callia, Valle de Tulum, San Juan - Argentina
14,5% teor alcoólico (R$ entre 40 e 60 R$)

3º Vinho da degustação realizada dia 30/03/2010 na loja Vinhedos

INTRÓITO: Diga lá! – usando uma expressão nordestino-potiguar – Diga lá, como pode umas uvas uvinhas grandes uvas saírem de vinhedos do Valle do Pedernal a 1.400m de altitude além nível do mar para ganhar e aterrissar numa Natal de calor e umidade relativa do ar tão intensos e ainda assim carregarem um corpo aromático esplendoroso. Sem contar o excelente corpo à baila com taninos em seda. Diga lá!? Só digo mais uma coisinha sobre este vinho de corte de 50% para cada casta citada: foi maturado 08 meses em barricas de carvalho francês e americanos novos, com mais 5 meses na garrafa. No mais, em outro mais... confira o PPN no final. Diga Lá se não estou quase certo a quem também o tenha provado?!

COPO/COR: Rubi brilhante profundo;

AROMAS: Compotas de frutas vermelhas-confitadas. Framboesas batidas com uvas Red Globe? Madeira agradabilíssima;

INTERMEZZO: oh perfume vínico exuberante! Posso guardá-lo?

BOCA: corpulento lento a saciar o que de sedento adentro no palato ficou, corpulento e lento;

PÓS-BOCA: Vou seguir a risca e concordar com o parecer do Gilvan Passos, grande desbravador e mediador mor da noite de degustação deste(s) Callia(s): “boca equilibrada e final limpo e persistente” – fazendo jus ao que de impressões o Atlan Vitis registrou no item BOCA;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Um vinho mais do que honesto. Agradável pelo par de malbec e merlot que trouxe-nos corpo, equilíbrio e persistência. Um vinho merecedor de novos vôos a quem, com elegância, o tenha a dispor. Que a aldeia cósmica do Atlan Vitis o possa sempre dispor. Dispondo-o em particular ou em degustações coletivas. Que qualquer um de nós, enófilos ou além enófilos, possam tê-lo, tendo e dispondo-o sempre. São votos...

Em tempo: Tai um vinho que dispensa análises técnicas, pesquisas em sites e blogs ou até mesmo em literatura vasta. Basta bebê-lo. E tudo o mais será um magnífico acréscimo. Mas vale uma boa “perdida de tempo” no site deles:

PPN: 87...91 – Diga lá!?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

2º VINHO: CALLIA ALTA RESERVE TINTO 2008, Argentina



2º VINHO: CALLIA ALTA RESERVE TINTO 2008, Argentina
Castas: Shiraz, Cabernet Franc e Bonarda
Bodegas Callia, Valle de Tulum e Valle do Zonda, San Juan - Argentina
14,5% teor alcoólico (R$ entre 30 e 50 R$)

2º Vinho da degustação realizada dia 30/03/2010 na loja Vinhedos

INTRÓITO: Um vinho que merece repetidas atenções. Talvez tenha sido o único da noite de degustações que o Atlan Vitis tenha ousado “apreciá-lo” em mais de 3 pequenas taças.

COPO/COR: Generosas lágrimas a percorrer a taça e a servir de olhos na própria taça para um vermelho vivaz. Olhos de Bonarda. Tintureira;

AROMAS: Singela complexidade aromática, prenunciando ser um esplendoroso vinho. Frutas vermelhas saborosas evidentes sem nenhum vestígio de incomodo dos 14,5% do teor alcoólico;

INTERMEZZO: Este bravo vinho de corte foi maturado 7 meses em tanque de aço inox e também estagiou cerca de 03 ou 04 meses em barricas de carvalho francês e americano;

BOCA: Tem um peso a mais de uva. Encanta o paladar demonstrando um grande equilíbrio. Taninos bem trabalhados.

PÓS-BOCA: Rasteiro e imponente. Fica em boca mesmo sem inundá-la;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Invocou-nos felicidade ao depararmos com um vinho rico em sua expressão máxima: uma “mistura triplice” mui feliz, um blend a cantarolar complexos aromas – sem sobressair alguns aqui ou alhures – e uma equilibrada presença em boca que, de fato, povoa-nos a boca em imaginações vínicas mil.

Em tempo: vale acessar o site da Callia ( http://www.bodegascallia.com/ ) e baixar ou simplesmente ficar navegando lendo sobre o vinho que tenha em taça, caso os tenha a sua frente. Informações técnicas, cultura e história como complemento dos bons momentos curtidos com uma taça de algum vinho das bodegas Callia. Façamos repetições. Com moderação, sempre.

PPN: 85...89

quinta-feira, 8 de abril de 2010

1º VINHO: CALLIA ALTA SHIRAZ 2008, Argentina



CALLIA ALTA SHIRAZ 2008, Argentina
Bodegas Callia, Valle de Tulum, San Juan - Argentina
14% teor alcoólico (R$ entre 20 e 30 R$)
1º Vinho da degustação realizada dia 30/03/2010
na loja Vinhedos em Natal, RN;

INTRÓITO: Um Shiraz argentino de uma conceituada bodega do novo mundo e que foi a base de uma escada imaginária feita por quatro vinhos numa bela noite de degustação;

COPO/COR: Rubi Brilhante e jovem; vivo;

AROMAS: Após rápido respiro dos 14% de teor alcoólico, novos desprendimentos de aromas agradáveis, em especial de frutos vermelhos suculentos, ficaram evidentes;

INTERMEZZO: Todos os vinhos desta noite de degustação tem sua personalidade e salta aos olhos e perfaz nossos sentidos os cuidados postos em cada garrafa. Caprichos de um enólogo? De uma bodega? Que sejam caprichos também de um microclima e de um vale – em uma média de 630m acima do nível do mar – que transubstancia vida com vida, assim como o percebemos com essa casta Shiraz;

BOCA: Corpo leve e jovem, presente e atraente como sua cor;

PÓS-BOCA: Rápido retrogosto com agradável memória a manter-se em boca;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: Das melhores, mesmo sabendo que há algo a sobrepor o que de melhor se fez presente neste Callia Alta. Um vinho para se beber com intuitos diversos: para fazer bem ao coração; para fazer bem à corações; para confraternizações; para um dia a dia sem exageros; para esquecer exageros; para...

Em tempo: O clima ou a atmosfera intelecto-sensível na loja Vinhedos da Av. Prudente de Morais certamente têm mais conforto para degustações em comparação com a sua outra loja situada em shopping point da cidade. Se for para escolher uma tranqüilidade em dia de degustação esta não estará num nicho shopping comercial – a não ser que tenhamos um evento único sobrepondo o evento rebuliço diário comum de um dia a dia de shopping;

PPN: 84...88;

segunda-feira, 5 de abril de 2010

VINHO BRANCO FRANCÊS LA BAUME 2006



CHARDONNAY
Teor álc.14,5%; data: 03.03.2010
R$ 60,00 – 29,99 numa promoção de supermercado R$
Parnamirim, Grande Natal/RN

INTRÓITO: Vinho oriundo da região francesa de Languedoc-Roussillon através da Herdade de La Baume. De tradição bicentenária esta Herdade pertence à uma gigante francesa, o grupo Les Grands Chais de France. É nesta região francesa que encontramos a maior área de vinhedos do mundo, com 300mil hectares de cultivo;

COPO/COR: Amarelo dourado;

AROMAS: Pêra; Jujubas? Maça verde? Existe jujuba aromática sabor maça verde?

INTERMEZZO: São elaboradas 60mil garrafas deste vinho. E, segundo o gerente de exportação da vinícola, Walter Cramer, este La Baume deve ser consumido no máximo em três anos. Bom... o Atlan Vitis extrapolou, provando em março deste 2010;

BOCA: Incomensuravelmente apetecível. Extraordinária seda. Guloso e voluptuoso. Iogurte? Outros degustadores comentaram que “Dá vontade de preencher a boca e ficar bochechando.”

PÓS-BOCA: Persistência soberba e duradoura; delicioso; a afanar calores;

IMPRESSÃO ATLAN VITIS: O ouro da cor em par com os aromas descritos fundindo-se em multidimensional e continuo sabor durador. Um vinho cuja estrutura da acidez está em harmonia e mui bem aparada pelo voluptousidade de uma seda vínica única. A encher-nos a boca. Salivação Divina – Bachiana – Dionisíaca.

Em tempo: Como é bom uma promoção. E se, para além da promoção e do preço em questão, o investimento for responsável por um bem estar da alma torna-se premente concretizar o agora. Este agora Baume.

PPN: 87...92;
15,5...18;
4 taças e meia;

domingo, 4 de abril de 2010

1.000 VISITAS - 45º Postagem!


Com estas fotos em postagem o Atlan Vitis agradece aos leitores e visitantes que pacientemente acompanham as avaliações e textos de um eterno neófito neófilo.
Alcançamos juntos números que não traduzem a alegria do dividir de devaneios mezzo poéticos via enocultura.
Ainda assim reforço: tais postagens, presenciadas por agora 1.000 visitas, continuam a se esforçar em ser filigranas de oferendas para reflexões neste infinito e rico mundo dos vinhos.

1.000 visitas (mesmo com o blogueiro acessando quase que diariamente!)
e agora 45 postagens! Que venham mais.
Assim como safra após safra somos surpreendidos -milernamente - pelas potencialidades da Gaia Vitis Vinifera em seus inúmeros quadrantes e sui generis incalculáveis "terroir".



Foto: Orquestra Xilofônica em apresentação no projeto Som da Mata, outubro de 2008;

Não tem som nem aromas, mas têm uma beleza recôndita sob forma de agradecimento.


Saúde à todos.

Daniel A. Rezende